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segunda-feira, 30 de março de 2009

A dona da Daslu presa? Piada da Narcisa, né?

O texto de hoje fala de dinheiro e poder, dois dos três grandes fatores que conduzem a nossa sociedade. A personagem do post, Eliane Tranchesi e não podia ser diferente: na última semana só deu ela e todas as falcatruas em que sua boutique de luxo está envolvida. Quanto a isso, nada de muito novo: minha avó já dizia que a cobiça e ganância são pecados mortais, e que quem mais tem, mais quer ter. C’est La vie, nada de errado nisso, diga-se de passagem.

Cumprindo sentença da 2² Vara da Justiça Federal de Guarulhos, Eliane foi presa sob a acusação “de importação irregular. (...) No esquema, a Daslu seria a responsável pela negociação, compra, escolha e pagamento de mercadorias no exterior e, após tais atos, entravam em cena as importadoras ("tradings"), que eram responsáveis pela falsificação de documentos e faturas destinados a permitir o subfaturamento do valor das mercadorias.” (Folha Online, aqui)

Recaem sobre ela as seguintes acusações: formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária e falsidade material e ideológica, sendo condenada a impressionantes NOVENTA E QUATRO ANOS E SEIS MESES DE PUNIÇÃO, que podem não ser cumpridos devido a um câncer, e mais alguns fatores a listar:


1) Ninguém no Brasil cumpre pena de 94 anos;
2) Nunca vi alguém com DINHEIRO e, conseqüentemente, bons advogados, ficar preso mais de dois meses;
3) Nem Dercy Gonçalves chegou aos 147 anos, idade que teria Tranchesi (53), quando terminasse de cumprir a pena.

Isso sem falar no PODER. Já imaginou o tanto de coisa que Eliane deve saber? Coisas de bastidores, contadas entre uma troca e outra de roupa? Dá-lhe chantagem, pressão, ameaça. Cadeia foi feita para pobre, desinformado e mal-instruído. A prisão da dona da Daslu pela “Operação Narciso” é um grande espetáculo midiático, de uma polícia que quer ser, mas dificilmente será encarada como séria.

Vamos a mais um ponto. Champinha, que matou o casal de namorados Felipe Caffé e Liana Friedenbach foi condenado a 110 anos de prisão. Alexandre Nardoni e sua esposa Ana Carolina Jatobá, SE condenados, à no máximo 40 ou 50 anos por sufocar e atirar pela janela a pequena Isabela. Lindemberg, que matou a ex-namorada Eloá depois de um seqüestro de mais de 100 horas, ficará no máximo de 25 a 30 anos na cadeia.

Na minha matemática é impossível que Eliane Tranchesi seja igual a Alexandre mais Lindemberg. Que Eliane seja tão ou mais delinqüente que Champinha ou perigosa como Ana Carolina. A conta não fecha. Algo está errado em tudo isso. A comparação não é justa, assassinato não é falcatrua e sonegação de imposto.

Sou favorável a uma condenação justa: que seja cobrado tudo que é devido, que multas sejam aplicadas e dependendo do tamanho do rombo e incapacidade de acerto, que a falência do maior templo do luxo no Brasil seja decretada. Seria uma queda simbólica, tipo o inverso da ascensão de um semi-analfabeto, metalúrgico e líder sindicar ao mais importante cargo do país. Nunca antes nesse país...

Eliane esqueceu que mentira tem perna curta, que um dia a casa cai. Entretanto, dinheiro não compra tudo, mas resolve muita coisa. Ela não ficará presa, é certo. Além disso tem o câncer. O dinheiro paga os mais modernos tratamentos, mas não traz de volta a vitalidade de uma pessoa saudável. Não ceifa da morte os já condenados. C’est la vie, de novo. Acontece, fazer o quê?

No país da justiça para quem tem PODER e DINHEIRO, quem tem câncer não é preso. Pode se tratar em casa, longe das condições sub-humanas que existem por trás das grades. Exagero? Queria que fossem contabilizados os doentes terminais espalhados pelos centros de detenção Brasil à dentro. Quantos habeas corpus foram liberados? Quantos morreram sem receber um tratamento que é garantido por lei? A todos esses faltavam PODER, DINHEIRO.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Orgulho

Tenho orgulho da minha família, do meu trabalho, do que produzo. E isso é uma coisa que me deixa feliz: ter do que me orgulhar! E aí vem a coisa mais estranha do mundo, se dizem que sou uma pessoa “orgulhosa” fico inconformado com a forma deturpada como sou visto por algumas pessoas.

“O que você fez hoje para se sentir orgulhoso?”, pergunta em “Proud” a cantora inglesa Heather Small (clipe abaixo). O pride vem aí e bandeiras são estendidas, milhões são contabilizados... tudo em nome do mesmo sentimento. Orgulho de ser um bom filho, um bom irmão, um bom primo, um bom neto, um bom sobrinho, um bom amigo, um bom jornalista, um bom analista de marketing, um bom escritor, um bom roteirista, um bom amante, um bom namorado, um bom companheiro e mais um montão de outras coisas. Orgulho de ser o que eu sou, sem falsa modéstia.

A frase “tenho orgulho de você” envaidece qualquer pessoa, ao passo que “você é orgulhoso demais” enfurece. É a satisfação pela capacidade de realização e, é também, o arquiinimigo do perdão. O bem e o mal, o positivo e o negativo, yng-yang. Como tudo na vida, diga-se de passagem.

Ninguém é tão bom, assim como ninguém é tão mal. Carregamos doses de orgulho, que vão da dignidade e brio à soberba e arrogância. O que nos define é como lidamos com cada uma delas, o que exteriorizamos e aquilo que escondemos.



Hey, me diz aí: o que você fez hoje para se sentir orgulhoso?

terça-feira, 24 de março de 2009

O livro que eu não li

Toda vez que eu passo perto de alguma livraria e vejo “A Sombra do Vento” empilhado nas sessões dos mais vendidos (ou mais procurados) me bate um desespero explicável: pelo que parece sou a única pessoa na face da Terra que não consegue se interessar pela história contada pelo autor espanhol Carlos Ruiz Zafón.

Tem um mês que tento diariamente sem sucesso! Nada me impressiona, me cativa. No romance, Daniel Sempere, um garoto de 11 anos, “recebe de presente de seu pai, uma visita durante a madrugada, a um misterioso lugar denominado Cemitério dos Livros Esquecidos. Uma biblioteca labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, esperando quem as possa descobrir”. E por aí vai...

No Orkut muitas comunidades se derretem em elogios. Em um dos tópicos, fãs órfãos com o fim da leitura se perguntam “E agora? O que ler?”. Nos sites de e-commerce sobram adjetivos como “excelente”, “único”, “sem precedentes”, “mágico”, “Tenso, inquietante e instigador”. Eu continuo preso na página 90. Não dá... Pelo menos por enquanto joguei a toalha.




Visa e o Código Cultural

Antes de ler o post eu SUGIRO que você leia a entrevista do antropólogo francês Clotaire Rapaille à revista HSM Management, aqui em pdf. Caso contrário, o texto pode parecer um pouco confuso, perdido e até sem sentido.

O nome do autor é Clotaire Rapaille. O conceito, que leva o mesmo nome de seu livro, “código cultural”. A resenha diz que “desde crianças aprendemos o código de uma cultura e agimos de acordo com ele, sem nos dar conta disso. O código cultural é aquilo que nos faz brasileiros, americanos, franceses ou alemães, e molda de forma invisível o nosso comportamento. (...) Mostrando-nos por que as pessoas ao redor do mundo agem e pensam de formas diferentes, esse livro nos oferece uma perspectiva libertadora, promovendo um maior entendimento entre as várias culturas.”

O código, de uma forma bem simples, é um conceito simbólico contido em tudo o que compramos. É uma imagem, um start que acessa os nossos arquétipos. Para todo o objeto ou conceito de uma cultura, há um código referencial pelo qual aquela cultura interpreta aquele objeto ou conceito. Meio confuso, né? Mas conhecê-los contribui para a elaboração da estratégia de marketing, comunicação e posicionamento das empresas. Aumenta as vendas, acrescenta valor agregado aos produtos, cria empatia, devoção.

Porque raios estou falando disso? Porque eu adoro esses conceitos e, assistindo à nova campanha da administradora de cartões Visa, eu achei que seria interessante dividir com vocês.


Mais do que “compras”, “aquisição”, “facilidade”, ME PARECE que “IR” atinge em cheio o código cultural para cartão. Mobilidade, deslocamento, facilidade em transações, MOVIMENTO. “GO”. Faz sentido?

segunda-feira, 23 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

A lenda dos Lendas

Amigos, colegas e conhecidos que estudaram comigo no Colégio Dom Bosco (Timóteo/MG) se preparam mais uma vez para o encontro anual “Lendas”, no dia 01 de maio.

Antes de qualquer coisa, preciso parabenizar o empenho de reunir pessoas tão distintas no mesmo lugar. Quase um big brother. Ainda mais quando os organizadores fazem isso por gosto, ideologia, sem ganhar um puto sequer. Perdem um tempo danado com cálculos, procurando locação, sistema de som, alimentação, bebida, programação,..., e no final sobram críticas, reclamação, cansaço, desgaste.

A grande dúvida do momento é onde será a edição deste ano. Seria óbvio que o reencontro fosse em Timóteo, mas muitos rechaçam a idéia e candidatam cidades como Juiz de Fora, Belo Horizonte, Penedo e até VOLTA REDONDA. Eu sugiro a minha casa, que tal?

Foi assim ano passado. Um sítio em BH e meia-duzia de “lendas”. Isso porque segundo a lista inicial, pelo menos trinta já estariam confirmadas. E trinta pessoas de uma turma que tinha 80! É preciso entender o fracasso. Porque as pessoas não foram se a data caía em um feriado e o preço era super acessível? Porque a malfadada panelinha não conseguiu reunir nem mesmo seus comparsas?

Antes que me crucifiquem: acho essa história de panelinha uma BOBAGEM. As pessoas andam em grupos de afinidades, mas isso não cria um apartheid necessariamente. De um lado os badalados, as garotas populares, do outro os nerds, os moderninhos e por aí vai. Bem filme adolescente norte-americano, uma burrice. A palavra do momento é network e não há espaço para gente limitada, cabeça-dura que acha que o mundo gira em torno do seu umbigo.

Voltando a lenda: falta profissionalismo e objetividade para os seus produtores e promoters. Não existe democracia nessas horas. Tem que pensar em quorum, avaliar gastos, lucros. Que tal uma enquete simples do tipo: Qual lugar você escolhe? O mais votado vence, simples assim. E a partir daí foda-se quem não pode ir. Cada um com seus problemas, rapazes!

EVENTO cansa, desgasta, por isso TEM QUE DAR DINHEIRO a quem produz. Ser um anfitrião que esbanje simpatia exige um talento absurdo, quase um dom. Falta alguém entender isso e bancar a Alicinha Cavalcanti sem pestanejar. É preciso mais do que boa vontade, camaradagem, coleguismo. Sexo, poder, DINHEIRO. Tem que ter jogo de cintura, saber negociar, senão vira lenda...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um mundo de todos!

Quem disse que o mundo é dos loucos contou uma enorme mentira que muita gente acreditou. O mundo é de TODOS, não se enganem! Se bem que de louco todo mundo tem um pouco...

Bom fim de semana!

Uma manhã cinzenta

O meu prédio amanheceu hoje com mais um suicida para a lista que já continha três nomes. Eduardo, o porteiro, me informou que Alberto tinha 54 anos e uma personalidade perturbada. Como se fosse preciso dizer isso, não é? Ele não dividia elevadores com outros moradores, não entrava na portaria se outra pessoa, além do porteiro, estivesse por lá. Exteriorizava sua loucura, morava sozinho, ninguém deu a devida importância a isso. Até hoje de manhã, é claro.

Alberto para mim não tem rosto, forma, identidade. Embora todos afirmem que eu o conhecia, a imagem que fica em minha cabeça é o que eu vi: um corpo coberto por um fino lençol bege, manchas de sangue, uma fita de isolamento da polícia.

Alberto pulou as 5 e 45 da manhã. Covardia, desespero, idiotice? Tudo isso ou nada disso? Coragem, esperança, inteligência? Vai da percepção de cada um e eu estou longe de  entender uma mente suicida. Amigos psicólogos podem tentar explicar o que leva uma pessoa a por fim a sua vida, enquanto eu fico imaginando a péssima noite que ele deve ter atravessado, os momentos que o levaram até ali.

Ouvi de um morador, horrorizado com tudo aquilo, que o meu prédio tem um astral muito baixo, ruim.  Eu não entendo nada de astral. Acredito no poder da mente, em efeito cadeia. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, e as coisas acontecem em função de cada pequena decisão que tomamos em razão disso. Efeito borboleta, causa-efeito, para cada ação uma reação. Qual a solução para o meu prédio?  Um exorcista, pedras energizadas, Padre Quevedo? 

Da morte de Alberto, dos outros três suicidas, do baixo astral, das mentes perturbadas só resta agora tomar as devidas providências para que dias amanheçam sem corpos estirados no chão. Os moradores alto-astral agradecem. 


 

quinta-feira, 19 de março de 2009

Tempo de mente sem fronteira

Eu adoro me repetir. O post de hoje vai com o mesmíssimo texto que escrevi ano passado (dia 26 de fevereiro para ser mais exato), com conteúdo um pouco diferente. Ao invés do vídeo da intevenção do ImprovEverywhere em um metrô de Nova York, selecionei dessa vez uma ação bem parecida em um metrô de Londres. Valeu Lucas pela sugestão! O outro vídeo é um filme da TIM que vi recentemente na TV. O tipo de coisa que eu gostaria de ter criado. O post repetido:

Um amigo me disse certa vez que eu devia fazer parte da comunidade “Eu amo o youtube”, e apesar do fato de que “eu odeio comunidades que amem ou odeiem qualquer coisa”, tive que dar o braço a torcer e concordar: o site de compartilhar vídeos é tão importante na minha vida cibernética quanto o Google para universitários preguiçosos. Delivery hoje, dois bons vídeos que andam circulando pela rede.








terça-feira, 17 de março de 2009

Trash é pouco!

A história que vou contar tem todos os elementos que caracterizam uma lenda urbana, entretanto a amiga que me contou jura de pé junto que é verdade. Entre o sim e o não, vale o alerta: cuidado com quem você anda beijando por aí. Totalmente fiel ao que ela me contou, a história é a seguinte:


Aconteceu com a amiga do cara que trabalha com minha amiga (!) há uns 15 dias. Uma balada bacana, um cara lindo, inteligente, gente boa e mais um montão de características elencadas ao exagero. Ele advogado, ela jornalista. Ficaram, trocaram telefone, se falaram algumas vezes durante a semana e por fim um jantar oferecido por ele em sua casa. Bem romântico, não?

Aí veio uma ferida na boca. Mais algumas. Ela pensou que era herpes. Não era. Uma ida ao médico e alguns exames depois a seguinte constatação: Ela estava com uma bactéria que só se manifesta em pessoas que trabalham com cadáveres.

Em um primeiro momento achou que ele talvez pudesse trabalhar em algum IML, hospital, funerária, cemitério... Mas aí lembrou de quando se conheceram e ele falou com todas as letras que era ADVOGADO. Advogado de defunto? Essa é boa...

A menina preocupada ligou para a polícia que realizou uma busca na casa dele e encontrou dois corpos de duas meninas. O cara era necrófilo.


Honestamente, não dá para acreditar nessa história. Eu tentei, vai! Por mais que minha amiga tenha acreditado eu não caio nessa lorota. Vamos por partes: essa história de amiga do amigo é totalmente questionável. Nomes, eu preciso de nomes. Uma coisa meio Silvio Santos, sabe? Eu só acredito, vendooooo, no caso, conhecendoooo! Dois corpos? Ladrão de cemitério? De IML? Desenterrava as covas? Tinha acesso ao necrotério? O cara era assassino? E porque não fez a terceira vítima?

Mais uma coisa que pensei: ela foi "jantar" na casa dele e só pegou a tal bactéria na boca? Necrofilia não é a prática sexual com cadáveres? Quer dizer que foram só alguns beijinhos? Sei... e, assim sendo, eu presumo que a bactéria deve ter contaminado outras partes também. E a tagarela ainda comenta isso com alguém?

E a denúncia? Quer dizer que se eu ligar para a polícia e falar que estou com ferida na boca, uma ferida que só dá em cadáveres e levantar um nome, a super-eficiente polícia brasileira realiza uma busca horas depois?

Joguei no Google e não foi surpresa quando achei uma história parecidíssima em Goiânia no ano passado (veja aqui). Ué? Não era em São Paulo?

É cada uma...

Blog de Luto



"Amigo! Tô arrasada... Como assim essa tragédia com o Clô? Saudade de você... com quem vou falar sobre isso? Bjos, Lud!" (16/03/2009 - 23:49 - SMS)


Sim, eu e a Ludmila adorávamos o Clodovil. Chegamos a matar aulas na faculdade só para assisti-lo no comando do A Casa é Sua (Rede Tv!). Foram tantos pitis, tantas reclamações ao vivo... sem falar nas inúmeras entrevistas memoráveis, lembra da menina pastora? E a briga ao vivo com a Christina Rocha no programa Mulheres?

Inesquecível. Afetado, eloquente, verborrágico, dramático, chato, metido, convencido e mais um tanto de outros adjetivos de um estilista, apresentador, cantor, deputado, decorador, e mais um tanto de outras profissões e talentos que ele fazia questão de enumerar sem qualquer constrangimento. Não tenho qualquer problema em dizer que vou sentir muita falta. Muita mesmo!



Emocione-se

A dica veio do Gustavo Jácome e eu tenho que registrá-la aqui no blog. Still Motion - Photo + Cinema é o nome de uma agência canadense cujo trabalho é de encher os olhos. De lágrimas mesmo!

Quem nunca se viu diante daquela situação entediante que é assistir aquele vídeo-que-não-acaba-nunca de casamento, aniversário ou formatura? E aquelas fotos caras e bocas, totalmente previsíveis, montadas dos books de 15 anos? Bocejos e mais bocejos at infinitum.

E se eu cantar que tudo isso que essa agência vem fazendo, quase foi o tema da minha monografia em 2006? Sim! Eu queria prôpor uma nova forma de vídeo de casamento, que explorasse o conteúdo da forma mais original possível. Que tivesse emoção em altas doses, da trilha sonora embaladando o discurso. Por preguiça desisti desse projeto e preferi trabalhar com o que eu estava diretamente envolvido no momento: a assessoria de imprensa da ONG Instituto Serginho e a influência da espetacularização da morte do jogador do São Caetano nas suas atividades diárias.

Não estou contando isso para me vangloriar, para dizer que tive a idéia antes deles, mesmo porque isso pode não ser verdade e tampouco importa, afinal quem está de fato produzindo e ganhando dinheiro com isso são eles, e não eu. Aliás, isso só reforça uma coisa que ouvi dia desses: em um mundo de mais de seis bilhões de pessoas, não existe nada que nasça sozinho, nenhuma idéia tão original que seja concedida apenas a uma pessoa. É bem provável que no tempo em que você pense em algo, outras tantas pessoas tenha o mesmo pensamento. A diferença entre quem faz e quem não faz sucesso, está justamente na ação, na atitude, em tirar tudo do mundo imaginário e colocar em prática.

Eles colocaram e de uma forma sublime. Estou viciado no blog da agência e me inspiro sempre em seus vídeos e fotos. Se a persuasão vem pela soma da emoção e razão, ponto para a Still Motion que consegue imprimir e captar o casamento perfeito desses elementos, sem clichês, pré-conceitos e fórmulas estabelecidas. Abusando de uma linguagem cinematográfica com tomadas e sequências rápidas, ágeis, o filme prende a atenção de qualquer um sem o mínimo esforço. E assim consegue a proeza de arrancar lágrimas de quem sequer conhece os protagonistas em cena. Dúvida? Acha que é mais um de meus exageros? Peguei no youtube a primeira opção que apareceu da busca por "Vídeo de Casamento". Assista e veja se não é parecido com tudo o que você já viu a esse respeito. TEDIANTE, CHATO, ARRASTADO. Depois assista o vídeo da Still Motion. Deixo todas as considerações por conta de vocês!

EXEMPLO DE VÍDEO CONVENCIONAL:



EXEMPLO DE VÍDEO STILL MOTION:


Kimberley + Trevor's SDE from StillMotion on Vimeo.


O site deles: http://www.stillmotion.ca/
O blog deles: http://www.stillmotion.ca/blog/
A página com os vídeos deles: http://vimeo.com/user403001