Páginas

sábado, 3 de julho de 2010

Não fez sentido

Pelo menos não totalmente.
A Argentina está fora da Copa do Mundo, o que deixa claro que minha teoria conspiratória era uma furada só!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Faz sentido, não faz?

Não engoli a história de 1998, não acho aceitável a de 2006 e não tenho dúvidas sobre 2010.

Eu estou longe de ser um expert em futebol, mas para mim parece bastante óbvio que o Brasil não ganha essa copa. E nem estou avaliando o desempenho capenga dos jogadores, ou a postura arrogante do Dunga.

É bastante plausível, da mesma forma, a Argentina sair vitoriosa da competição, e mais uma vez não estou falando das qualidades que o time tem demonstrado em campo. A verdade é que, nossos hermanos, de posse do título, já aqueceriam e turbinariam a Copa de 2014 aqui no Brasil... Eles como os últimos vencedores, nós os donos da casa, vizinhos, arque-rivais históricos. SENSACIONAL!

E outra... Que futuro esperar de um campeonato com um time aparentemente imbatível e heptacampeão??? Ou alguém cogita perdermos a taça mais uma vez em casa?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hoje mais velho

Não é sobre envelhecer. Afinal, do que adianta ficar discutindo se uma hora ou outra eu chegarei lá? Sempre me envelheceram e eu me acostumei com a ideia. Até gostava de ouvir quando menino que "nem parecia ter aquela idade".

E porque, cargas d'água, justo agora eu trairia o meu modo de pensar? A diferença de ontem, eu menino, para hoje, eu adulto, é que não tenho mais pressa. 26 anos não são 26 dias, mas também não é tanto tempo assim.

De fato, hoje e sempre, sobrarão lembranças dos bons tempos e a esperança de dias ainda melhores... Independente se com os tais 26 ou com 30, 60 (e porque não 100?), chegarei lá satisfeito por poder dizer sem medo e a quem quiser ouvir que, sim, eu sou feliz!

Obrigado a todos vocês, personagens principais dessa história.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A garota que eu perdi

Chovia muito forte naquele dia e ela se sentiu ainda mais presa dentro do pequeno apartamento. “Merda”, quantas vezes ainda xingaria para aliviar toda a pressão que sentia no peito? Não muitas. Por que tanta angústia e medo? Porque, em resumo, tinha sido uma vida miserável.

Pegou o telefone e pela primeira vez naquele ano pensou em ligar para a sua mãe, mas concluiu que não seria uma boa idéia. Talvez algum outro número de qualquer outra pessoa... Nada lhe veio à cabeça. Onde estavam todos? Será que algum dia teria havido alguém? Ela precisava falar, desabafar... mas com quem?

Com ninguém. A garota estava ficando louca.

Trêmula, levou o pequeno embrulho à boca. Foi preciso pressionar com força os dentes caninos para rasgar todas aquelas camadas de plástico. Redobrou a atenção e entornou sobre a mesa boa parte de todo o dinheiro que havia lhe restado na vida. Estava decidida a não desperdiçar um único centavo do seu último salário.

Fechou os olhos, respirou fundo e alongou mais uma vez os músculos do pescoço. Abriu os olhos e contemplou extasiada o estado em que se encontrava o seu apartamento: toda aquela desordem – as garrafas de vodka barata pela metade e espalhadas por todos os cantos da sala, as roupas sujas em cima do sofá, o mau cheiro que vinha das sacolas de lixo acumuladas perto da porta de entrada – tudo contribuía com preciosismo na construção do cenário de sua degradação.

Voltou os olhos para a mesa e admirou os lineares caminhos que se abriam na madeira envelhecida. Tinha um inacreditável senso de proporção, com olhos que pareciam feitos para aquela missão e coordenação motora capaz de garantir precisão milimétrica em um trabalho primoroso, digno de uma especialista.

Ela era viciada em cocaína há anos, mas naquele instante sentia-se, como nunca, à beira do mais alto precipício. Era preciso estar, ali, naquele lugar e naquela situação. Era onde queria estar!

Há exatos quatro dias leu pela primeira vez a carta que sentenciava a sua morte em até quinze dias, mas havia decidido que duas semanas era tempo demais. Tinha a certeza de que alguém iria lhe matar e podia imaginar as formas mais cruéis para isso. Sabia que estava sendo observada, às vezes seguida. Na dúvida e no medo, resolveu que driblaria seu algoz e morreria de forma prazerosa, por conta própria: cheirando.

Para isso, duas grandes e grossas carreiras do mais puro pó. Uma para cada lado do nariz. Primeiro uma contração nos músculos faciais. Uma dor de cabeça profunda e um clarão também.
É como se ela recebesse uma descarga elétrica que, em frações de segundo, percorre todo o seu corpo da ponta dos pés à vasta cabeleira. Sua visão cega e por alguns segundos é como se ela entrasse em êxtase.

Recordações sombrias invadiram a sua mente e, em um lampejo, ela se lembrou da carta, a maldita carta aparentemente benevolente que trazia em letras de forma a mensagem: “Cuide-se, algo de muito terrível está prestes a acontecer”. Depois foi a vez do estranho telefonema, em que uma voz aflita, abafada por panos, aconselhava cautela, atenção e prudência. Aquela voz não estava mentindo e ela podia sentir isso! Nos últimos dias havia desconfiado que olhares estranhos a perseguiam no meio da multidão. Já tinha suspeitos, vários deles, todos associados ao tráfico. Ou quem sabe algum psicopata, maníaco? Algum ex namorado, talvez... Não estranharia. Todos os dias ela via casos como esse na televisão.

Seria esse o seu fim?

Não, ela não queria que sua mãe sofresse ainda mais ao vê-la exposta em rede nacional. Ela não merecia isso. Ela a mãe, ela a filha... as duas não mereciam nada daquilo.

Mais uma carreira e voltou a ler a carta. Por que ninguém assinou? Por que aquela pessoa que parecia se preocupar tanto com a vida dela tinha medo de se identificar? Poderiam ser amigas, cúmplices... Poderia ser a sua salvação. Mas ninguém apareceu e ela, em pânico, trancou-se no apartamento e cuidou de fechar todas as cortinas. Quem quer que fosse que estivesse seguindo os seus passos não chegaria até ela. Estava protegida.

Foi de repente que lhe ocorreu o óbvio: estava fraca, cansada, desnutrida, mas ainda continuava viva e seu corpo parecia resistir bravamente a todo pó que inspirava. E se não morresse com aquelas últimas gramas que estavam enfileiradas ali na sua frente? O pânico percorreu todo o seu corpo só de imaginar ter de voltar à rua para comprar mais gramas da droga.

Enrolou mais uma vez a nota de mil cruzeiros, tomou fôlego e, debruçando-se sobre a velha mesa de madeira, cheirou desesperadamente tudo o que havia sobrado no plástico sem parar nem ao menos para recuperar o fôlego. Não deu outra. Ela conseguiu o que queria, obteve sucesso em sua última missão, morreu.

Essa foi a garota que eu perdi para a cocaína. Li sobre o caso em importantes jornais da cidade. Não era para ter sido assim.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O melhor livro que a Amanda já leu

"ES.PAN.TO.SO!
Foi a palavra que eu encontrei para qualificar o seu livro. Eu ADOREI! Simplesmente o melhor livro que já li em toda minha vida... Que final é aquele?!? Quando continua? Você conseguiu me surpreender bastante, estou pasma até agora! O modo como falou de coisas da medicina, religião... Caramba! Sem sombras de dúvida foi minha melhor leitura. PARABÉNS!!! Espero que eu possa ter a oportunidade de te perguntar várias coisas sobre a história e, se não for pedir demais, gostaria de ler a continuação. Mais uma vez, muito sucesso!"


Amanda Machado, 19 anos

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Passei pelo crivo da Aline

"A estória é realmente super intrigante e interessante, prende a atenção e motiva a ler tudo rapidinho... A divisão dos capítulos torna a leitura mas ágil, e achei interessante o conhecimento que você demostra no livro, de história, medicina, ciências.
Porque é fato que você reuniu vários assuntos interessantes, que devem ter te dado algum trabalho para pesquisar. A única coisa que me irritou... hahaha.. puxa vida, só faltou escrever 'continua' na última página.. aff... livro e filme sem final não dá!!! Não sem final totalmente, mas com a dúvida se pode ou não continuar. Enfim, passou no crivo! Orgulho-me de ter tido o privilegio de poder ter lido o seu livro. Aguardo os próximos."


Aline Guadalupe Coelho, 24, Mestrando em Química Analítica/UNICAMP

domingo, 31 de janeiro de 2010

De frente com o Doug


Lembra daquela balela toda de cara antenado, 2.0? Pois bem, só agora, mil e um ano anos virtuais depois, eu criei o meu perfil no Formspring*, "o site onde você pode enviar e receber perguntas anônimas e saber mais sobre as pessoas que você acha interessante".

A primeira pergunta que eu me faria é, o que ainda pode haver de dúvidas ao meu respeito?

Pergunte lá: http://formspring.me/ddelivery


* Post com todo jeitão do Onbuddiesman. Enquanto não voltamos por lá, vai por aqui mesmo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Amadurecimento

Ontem eu descobri que a única pessoa capaz de me tirar do prumo, e me detonar em frações de segundo, sou eu mesmo! Quando percebo que pisei na bola, que fui burro, ingênuo, malicioso ou estúpido, sou tomado por uma cólera corrosiva, um sentimento puro e simples de ódio. Odeio errar.

"Como fui burro, meu Deus!"

No diálogo que crio comigo mesmo, o meu eu do presente - super esperto, inteligente, perspicaz - odeia o meu eu do passado - ignorante, bobo, imaturo. Que fique claro que esse embate é atemporal. Os dois eus podem ser separados por segundos, minutos, horas, dias, meses, anos... e se colidirem a qualquer instante, em qualquer lugar.

"Como sou esperto, meu Deus!"


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quem liga para o Haiti?

Quando a terra tremeu no Haiti eu não senti nada. Talvez raiva... da chuva, em São Paulo. Aí vieram as notícias, volumosas. De repente descobri que duas vezes o número de habitantes de Timóteo (a cidade em que cresci no interior de Minas Gerais) estavam sob os escombros. Entendam: pelo Haiti, nada, mas pela comparação com algo tão próximo a mim, tudo. O calafrio de me imaginar deitado na cama e no minuto seguinte esmagado por cimento e ferro retorcido, ou de longe ter de torcer pelo resgate de quem tanto amo... nossa, apavorante!

Haitianos sempre morreram e aos montes. De fome, na infindável guerra civil... Ok que eles ainda não tenham se acostumado com a ideia. A novidade (boa?) é que dessa vez, finalmente, conseguiram comover os estrangeiros que a situação por lá é mesmo terrível.

Os interesses são todos escusos e o que sobra é demagogia, assistencialismo ineficiente. As toneladas de alimentos que tentam chegar no aeroporto de Porto Príncipe aguardam em uma fila de espera enquanto sobreviventes se estapeiam nas ruas por doações, fugindo é claro dos sprays de pimenta de soldados despreparados para lidar com o caos urbano instaurado. Quem liga mesmo?

Desculpa se não me sinto estremecido pelo Haiti ou se não sofro com as suas mazelas. As coisas são assim mesmo. A terra treme, chove e as ruas alagam. Cada um sofre com a realidade do seu entorno e eu, de guarda-chuvas, não me satisfaço com essa utopia toda de querer salvar uma ilhota com cinco quilos de alimento ou um agasalho velho.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PER.FEI.TO ponto final

"Seu livro não é bom Douglas, ele é PER.FEI.TO.
Se nao é o melhor que ja li, é com certeza o 2º no maximo! O final é INCRIVEL...nossa amei demaais. PARABÉNS, primo! Quando soube que você tinha escrito um livro, pensei 'será que é bom'? Repleto de curiosidade, bastou ler as primeiras páginas para já abrir um sorriso e ser envolvido pelo mistério. É perfeito, cara! Não desista NUNCA, porque o livro é otimo e venderá bem se Deus quiser".
Tulyo Pereira, 17 anos


"Tulyo,
O livro do seu primo é muito bom ! Eu não consegui parar da ler, porque me fez pensar muito no que ia acontecer a cada novo capítulo! E o final do livro foi uma coisa inesperada... eu adoro quando os finais não ficam óbvios, escancarados no começo! Parabéns ao seu primo Douglas ! O livro tem tudo pra fazer o maior sucesso! E espero que tenha o 2º! Parábéns! Amei, amei, amei muuuito! E obrigada por ter me passado! Assim que lançar eu vou comprar! Bj, Emily Camila"


Quem sou eu para dizer o contrário, não é? A Garota que eu Perdi já é um sucesso... Pelo menos para mim, para o Tulyo, para a Emily e meia duzia de outras pessoas importantes que já leram.
E pelas mensagens acima, quando eu finalmente tiver editora e puder vê-lo nas livrarias, duas vendas já estarão garantidas. Obrigado, meninos!

;)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tenho novos vizinhos

Os mendigos tomaram uma calçada vizinha a minha e é claro que estou incomodado. Agora tenho que andar na rua disputando espaço com carros, motos e bicicletas. O risco é meu, eu sei, mas é que fui educado a nunca entrar na casa dos outros sem ser convidado. Logo, se a calçada foi transformada em quartos, salas e banheiros, só me resta ser coerente com tudo aquilo que aprendi.

É assim que o sistema funciona: a prefeitura sempre empurra o lixo para debaixo do tapete. Por aqui, montaram um forte esquema de policiamento em uma praça ao lado e expulsaram os moradores de rua que lá viviam. Não deu outra: Feito pombas, uma praga, escolheram um outro espaço para fixar moradia, e advinhem só, bem no meu caminho.

O que eu não entendo é que a maioria deles ficam à mercê das intempéries por livre e espontânea vontade. Gostam das calçadas esburacadas, do mal cheiro, das roupas imundas, da cara feia de terceiros. Negam o auxílio da prefeitura - que disponibiliza abrigos até onde eu fui informado - e ainda têm a cara de pau de exigir um trocado a quem ousa atravessar por seus cômodos, uma pedágio diga-se de passagem injusto visto o estado deplorável em que deixam as ruas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Presentão de natal

"No meio do feriado do Natal tive que te escrever... É que aconteceu uma coisa interessantíssima comigo. Recebi aqui em casa, no dia 24/12, emprestado de um amigo, um livro. E durante o Natal, li esfomiada as 219 páginas. Acabei ontem (26), às 12h.

Meu querido, 'A garota que eu perdi' é legal DEMAIS! Adorei e fiquei realmente impressionada com o mistério, com o romance, com os personagens, com você! Já sabia que era bom escritor, mas um romance... Coisa pra poucos... E bom assim! Me fez chorar e rir, de verdade, sem exageros! E eu com minha atenção difusa, só consigo ler rápido assim o que é muito bom, pois o normal são 5 livros de uma vez, cada hora um pedacinho de cada um. O seu conseguiu me parar!

Parabéns, de verdade. Apesar da leitura penetra, tive que comentar. Me perdoe a intromissão e guarde os elogios, pois são sinceros. Muito sucesso para você!"
Paula Cláudio Jácome
http://www.chaentreamigas.com.br

Vem cá... eu ainda preciso comentar?
Obrigado pelas palavras de incentivo, Paula!