"Terminei de ler 'A Garota que eu perdi' escrito pelo, na minha opinião, escritor revelação do ano Douglas Freitas. Além de ter recebido o livro da mão do autor, o que achei um gesto interessante e maravilhoso, tive o imenso prazer de acompanhar a brilhante capacidade do Douglas de imaginar, juntar os fatos e contar bem uma história.
Ele narra em seu livro as aventuras de Ana Griebler, (...) uma garota que passa boa parte de sua vida em um orfanato e quando sai descobre que tem um dom no mínimo assustador! O livro tem um narrativa solta e instigante, sem grandes formalidades gramaticais, uma das características de escritores modernos. Entendam que ausência de formalidade gramatical não tem nada a ver com erros de português: o livro está muito bem escrito, parabéns Douglas ! Fica aqui a minha indicação, leiam A garota que perdi."
Sobre Rio 2016 valem todos os clichês e fatos que me vêm à cabeça:
Palavras do momento: paixão e legado;
Paixão ou amor?
Sobre paixão "O acometido (...) perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio". A paixão passa, não é? Ficam as dores, mágoas... MEDO!
A cidade é mesmo maravilhosa... vocês sabem, cenário de novela das oito.
A cidade é igualmente violenta... vocês também sabem, cenário de barbáries que invadem nossos telejornais, dos filmes que exportamos;
O projeto é caríssimo, bilhões de dólares!
Cariocas são, via de regra, convencidos e metidos. Ficarão ainda mais...preparem-se;
O legado do Pan de 2007 mostra que um grande evento pode custar muito (bem mais do que o orçado) e deixar um déficit de benfeitorias em relação ao prometido;
Ainda sobre o pan de 2007, o Pelé não acendeu a pira olímpica e, na ocasião, me perguntei o porquê disso, já que ele é reconhecidamente o maior e mais conhecido de nossos atletas. Seria mais do mesmo ele acender a chama nos dois eventos esportivos. Apostou no projeto 2016, acertou.
Ainda sobre a violência, vale a ressalva de que no Pan passamos ilesos à crueldade dos traficantes. Bondade? Claro que não, né? E traficante lá é bonzinho? Como bem observa Marcos Santi Tonetti em comentário publicado hoje na seção Carta dos Leitores do jornal Destak:
"Não teremos nenhum problema de falta de segurança no Rio caso ocorram as Olimpíadas. Isso porque o crime no rio é mais organizado do que a própria segurança pública e sabe que, se causar algum problema, o Estado teria de mostrar alguma resposta, invadindo favelas, prendendo alguns "laranjas" e matando outros. Isso, para o tráfico, não é interessante."
Legado de apaixonanteXXX bilhõeXXX de dólareXXX. Ah mulequeeeeeeee...... É isso aê merrrmão!
"Ana só se descobre depois de despertar o amor por outra pessoa. A partir disso ela se envolve em uma busca por quem realmente é, e o que pode fazer para seu próprio bem. O amor a libertou dos medos e pudores que possuía. Descobriu a vida. O engraçado é que nao é raro conhecer mulheres como ela: a gente aprende que primeiro temos que nos amar para só então amarmos ao próximo... Só que para tudo tem uma exceção. Ana não se amava antes de Eduardo e, a partir do momento em que sente reciprocidade nos seus sentimentos, passa a entender o poder de transformação provocado por um coração em chamas."
Rita Luziet, 37 anos, Coordenadora de Projetos
Faço dois pedidos para todos aqueles que lêem meu livro: um, não me poupe das críticas; dois, escreva o que você achou e que impressão o romance causou. O mais legal de tudo não são só os elogios que recebo ou a possibilidade de modificar um ou outro ponto na história. O que me fascina mesmo é perceber como as impressões mudam e, de fato, a história toma um rumo totalmente pessoal a cada nova leitura. Obrigado Rita e a todos os que já se divertiram com a história de Ana Griebler, A Garota que eu Perdi.
Partindo da idéia de que na internet se navega, o Google propõe a todos um surf em sua nova onda. Leia mais sobre a novíssima ferramenta no ONBUDDIESMAN.
Inspirado no post "Quando eu for mãe, eu nunca...", do blog Chá entre amigas, segue um breve relato da minha futura paternidade... Falando nisso, alguém se habilita a... bom, deixa pra lá!
Quando eu for pai não tenho a pretensão de ser diferente de qualquer um outro, mas quero que meu filho tenha orgulho em dizer para os amiguinhos da escola que tem "o melhor pai do mundo". Vou sentir um pouco de ciúmes do amor materno. Pai é pai, mãe é mãe... Preciso começar a aceitar isso! Na hora da bronca, a ameaça sempre cairá sobre os meus ombros "Vou contar para o seu pai!". Mas quer saber? Não importa, desde que eu não seja apenas um sinônimo de respeito custeado através do medo. Quero ser lembrado nas horas mais divertidas e, de repente, me ver "obrigado" a ir jogar uma pelada no parque, mesmo tendo dito toda a minha vida o quanto odeio futebol.
Não esconderei as minhas lágrimas de orgulho e tristeza do meu filho. Ele entenderá a diferença de cada uma delas e mais: não crescerá com a idéia boba de que garotos não choram. Darei umas palmadas nos poucos momentos necessários, mas encherei de beijos, abraços e elogios em todas as outras oportunidades. Acredito no amor e ele também acreditará. Gostaria de assumir o poder de Deus e ser onipresente, onisciente e onipotente na vida dele. Mas sei que isso é uma bobagem... haverá o momento da carência e da dependência, mas terei de aceitar a hora do seu vôo solo. Respeitarei isso, pelo menos prometo tentar.
Por fim, aconselharei e aprenderei em todos os anos que passarmos juntos, e torcerei para que a vida seja justa e eu morra sem que precise vê-lo indo primeiro que eu. Imagino que a perda de um filho seja um milhão de vezes pior do que a dor do parto - reconhecidamente a mais dolorosa das dores que sente um ser humano.
E assim a banda toca no Facebook: depois dos quizes e da fazendinha, a mania da vez é pedir conselhos a Xuxa, receber “dicas bafo”, consultar o Mestre dos Magos, ouvir poucas e boas da Derci, ou ainda quem sabe uma cantada de pedreiro.
Sim, a rede de relacionamento depois de ajudar os seus participantes no processo de conhecimento de suas identidades e transportá-los de volta a fase infantil com o game de estratégia (?) Farm Ville , pretende assumir o posto de guru/psicólogo/ conselheiro/melhor amigo.
Como bem diz a minha avó, se conselho fosse bom, era vendido! Não é o caso. Portanto, aí vai uma dica bacana do Doug aqui: Eu tenho mais o que fazer. E vocês? Não? Então está na hora de procurar, não é mesmo?
Uma cidade é capaz de transformar os indivíduos em pessoas mais insensíveis? Antes da resposta - que eu não pretendo dar - eu sei que tem todo aquele lenga lenga de que regras têm exceções, de que o que vale para o José pode não valer para o João muito menos para o Tomé e de que tudo, se olhado com cuidado e um distanciamento mínimo, não passa de uma questão de perspectiva.
Sendo assim, porque bolas vou perder meu tempo escrevendo - e vocês lendo - esse bendito post?
A insensibilidade cosmopolita há muito tempo me incomoda e duvide-o-dó que vocês consigam passar indiferentes a isso. Mesmo porque se eu estiver enganado e vocês não ligarem a mínima para o que eu disse, isso, por si só, mostra que não estou errado e posso afirmar sem medo que, infelizmente, o progresso parece impermeabilizar a nossa alma.
Não tirei isso do nada. Lembro que quando cheguei a São Paulo vi uma cena que me chocou: uma senhora sem um único fio de cabelo na cabeça, membros atrofiados, com máscara cirúrgica e um olhar penoso de quem espera angustiada pelo malfadado destino. Ao seu lado um pedaço de papelão e um pedido de ajuda - financeira, óbvio. Em plena Avenida Paulista as pessoas simplesmente ignoravam a sua presença, enquanto eu, na época, fiquei compadecido e ofereci as últimas moedas que tinha no bolso. Lembrei dos pedintes de Timóteo/MG... sempre os considerei um bando de preguiçosos. Aquela senhora era diferente: tinha o câncer, a atrofia e a indiferença de toda uma multidão engravatada.
Acontece que o tempo passou e como ela vi outros tantos pela rua da cidade. O que era um fato isolado se tornou rotina e o que era uma novidade, virou corriqueiro, parte do cotidiano. Mesmo porque se eu fosse ajudar a todos...
Fiquei assustado outro dia quando um conhecido, mineiro também, me disse entre uma série e outra do supino, que não vê a hora de ir embora de São Paulo. "Como assim?", retruquei. A resposta estava pronta na ponta da língua:
- Ah cara! Essa cidade torna as pessoas menos amáveis. Ninguém aqui quer nada com nada e você leva tanta cacetada que uma hora acaba se acostumando e passa a fazer parte desse mesmo sistema. Eu não quero isso para mim.
Fofo, inocente... Quase aconselhei uma terapia, mas talvez ele tenha razão. Eu mesmo não espero mais nada das pessoas que conheço aqui. É sempre o mesmo papo, "adorei você, vamos nos ver amanhã? Me passa o seu telefone que eu te ligo". Eu até cheguei a acreditar nisso algumas vezes, hoje não caio mais... E não que eu seja uma vítima: também já prometi ligar e no outro dia, com a desculpa do trabalho, da academia, do trânsito... Vocês já sabem!
Medo de me relacionar? Uma tendência à solidão? Ou será que como o meu conhecido alertou, já faço "parte do sistema"? Tudo em São Paulo é muito longe, para tudo tem trânsito, sem contar que demanda um tempo danado. Desculpas fajutas. Poderia falar de mais um monte de coisas - como as amizades da faculdade do meu irmão, que nem de longe se parecem com as que tive em Viçosa/MG; ou ainda das amizades de balada -, mas o texto já ultrapassou todos os caracteres do bom senso em tamanho e amargura.
Vejam vocês, demorei um tempo danado até que tomasse coragem e me expusesse dessa forma aqui no blog. Sou um cara bacana, fraterno, boa praça, gente fina, amoroso, legal, divertido, mas as vezes revelo um coração de pedra ASSUSTADOR. Ah! Tinha esquecido de que sou sincero também e foi por isso, respondendo a pergunta que fiz lá em cima, que resolvi escrever este post. Quem sabe assim não "vivo mais"?
Kassab finalmente recuou da tal decisão de cortar 20 % da verba destinada à limpeza da cidade. Mesmo sem a adesão de todos os garis, o sindicato mostrou ao prefeito - com um pouco de caos e muita sujeira - que o corte era estapafúrdio e totalmente nonsense: São Paulo precisa é de mais investimentos na área e basta uma caminhada pelo centro ou bairros periféricos para saber disso.
Como já disse aqui no D Delivery!, eu sou entusiasta das Leis Cidade Limpa, Seca e Antifumo. Acho que é bem por aí mesmo, infelizmente: tudo na base da proibição e/ou limitação de direitos. Com o lixo, no meu entendimento, deveria ser a mesma coisa com algo do tipo, jogou no chão? Autuação imediata, multa. Eu sei que um pouco de educação seria suficiente, mas não adianta ser utópico, lições simples de cidadania passam bem longe da formação básica do brasileiro médio. A dor no bolso apertado resolveria, aposto!
E como seria isso? Vamos lá... A princípio começando por bairros pilotos - Jardins, Higienópolis, Morumbi - e importantes avenidas - como a Paulista, Brigadeiro Faria Lima e Berrini. Câmeras seriam instaladas em pontos estratégicos - a maioria já tem - e guardas monitorariam os cidadãos, aplicando quando necessário advertências e multas. Para completar, lixeiras em todos os postes - a exemplo do que já existe na Rua Frei Caneca - e campanhas de incentivo à coleta seletiva e reciclagem.
Para Lavoisier, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Para Chacrinha, em uma interpretação livre e muito feliz da lei do físico francês, "na televisão, nada se cria, tudo se copia". Verdade,
O melhor de tudo? Com tamanha originalidade ganhar o prêmio de Melhor Clipe Feminino no VMA deste ano. Não merece mesmo, não é Kayne?