quinta-feira, 30 de abril de 2009
Para não perder o costume
LENDAS 2009 aí vou eu
Escrevi recentemente o encontro de Ana com ela mesma. A Ana de hoje é mais forte, corajosa, bonita, determinada. Não sente qualquer saudade do que já foi e nem tanto orgulho assim do que é porque ela sabe que em um futuro próximo será melhor ainda.
Como Ana eu olho para trás e consigo identificar todas as fraquezas de um passado não muito distante. Não tenho qualquer orgulho delas, mas não posso deixar de lado toda a transformação que passei e que me fez o que sou hoje. Isso me anima a continuar: como Ana sei que amanhã será O dia - e continuo pensando assim a cada novo amanhecer.
Em poucas horas reencontrarei pessoas que conviveram com um Douglas que hoje não existe mais. Não que eu esteja apreensivo, mas espero que eles entendam isso, que saibam compreender as diferenças. Também sei que todos os que estudaram comigo há oito anos passaram por intensas metamorfoses e é isso que aguça minha curiosidade.
Lendas ou simples fábulas? Contos épicos ou narrativas toscas? Histórias fascinantes ou exibicionismos gratuitos? Personagens reais ou fictícios? Atuantes ou figurantes? Como cada um aprendeu a lidar com o que é, que caminho trilhou, o que fez e o que levará para os próximos oito anos?
O velho short trilobal azul, a cruz formada por livros, a meia branca e o sapato preto. O uniforme azul que rendeu comparações com os Smurfs transformou-se em terno e gravata, tailleur, jalecos... É hora de voltar ao passado e encarar o que eu fui e que impressões eu deixei em quem estudou comigo. É hora de rever opiniões, mudar conceitos e impressões.
Lendas 2009, o encontro anual de ex-alunos do Colégio Dom Bosco (Timóteo) começa hoje e vai até domingo em um sítio em Ipatinga/MG. Lá vou eu: cara, coragem, apreensão e entusiamo. Quando estiver de volta ao futuro eu conto como foi.
Até lá.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Twitter, Facebook e de pau pra cavaco
Semana passada eu resolvi entrar no Twitter e no Facebook. Um porque é a sensação do momento (e eu tento ser um cara antenado, rs) e o outro por muita insistência de conhecidos, que falam em sucessão do Orkut, network , rede global e mais um monte de justificativas questionáveis.
Se o Facebook é melhor que o Orkut e postar frases super objetivas é mais interessante do que textos com início, meio e fim encadeados, fica a cargo de quem lê, posta, participa. Cada um tem uma opinião, um estilo de vivenciar o turbilhão de novidades pelas quais somos tomados diariamente. Eu quase enlouqueço.
De cara vamos a algumas observações:

* TENTEI gostar do Twitter. Que coisa chata, gente! Não dá! Por quê? Passei o fds inteiro com uma vozinha na cabeça dizendo “Você tem que atualizar o seu Twitter”. Lembrei do Tarso da novela... MEDO!
* O Facebook pode até ser melhor que o Orkut. Mas eu sou tão acostumado com o azulzinho deste, com aquele layout quase infantil, que toda a seriedade do outro parece coisa de gente velha. AINDA não desisti. Estou TENTANDO gostar, me acostumar.
Dito isso, já era o Twitter do Doug! Quer ver frases do meu dia a dia, acompanha lá no tal do Facebook (que tem um espaço pra isso). Mas vá rápido, porque amanhã pode ser tarde demais! E enquanto isso eu espero para ver se o NING decola. Eu já fiz a minha página, mas nem vou divulgar por enquanto. Assim eu não me obrigo a entrar lá e assim economizo alguns minutos do meu dia.

quinta-feira, 23 de abril de 2009
Os britânicos têm o talento!
O twitter do Doug!
domingo, 19 de abril de 2009
Bastidores
POLÍTICO (MARCELO): Poder
SOCIALITE (MARIA): Dinheiro
PUTA: Sou a rameira, a puta, a da vida, a quenga...
POLÍTICO (MARCELO): Sei quem sou e sou o cara, cheguei onde sempre quis: no poder! Abaixo de mim muitos, acima de mim, poucos... muito poucos.
SOCIALITE (MARIA): Eu tenho o que eu quero. Vi, gostei, comprei. Quem pode mais? A bonita de corpo que se vende? O que tem poder e manda? Ou eu que tenho dinheiro e compro exatamente o que quero: sexo, poder.
FREDERICO: Eu e o sexo, o poder e o dinheiro. Sou um jovem, filho dela (aponta) para a socialite
SOCIALITE (MARIA): Frederico, quero que você vá agora e seja suficiente claro com o Marcelo. Não o apoiei a troco de nada!
FREDERICO: Não quero me envolver nessa história, mãe!
SOCIALITE (MARIA): Você é parte dessa história. Se eu não tivesse deitado com o traste...
FREDERICO: Precisa sempre falar isso?
SOCIALITE (MARIA): Preciso que você fale com seu pai. Minha loja está sendo investigada pela Polícia Federal. Soube que podem até me prender...
FREDERICO: E o que o papai pode fazer quanto a isso?
SOCIALITE (MARIA): Um deputado federal pode muitas coisas... ainda mais na posição que ele ocupa.
FREDERICO: E você acha que ele te ajudará, mamãe?
SOCIALITE (MARIA): Nem que seja a última coisa que faça...
FREDERICO: Se pelo menos fosse delegado....
SOCIALITE (MARIA): Tampouco importaria. Delegados são subordinados a outros. Seu pai está entre os grandes. E é com eles que irá falar, pressionar. Querem meu sangue, mas não terão. Avise seu pai que eu exijo uma audiência com o ministro e o juiz estadual. Pode ser um jantar ou um almoço, não me importo com horários e lugares. Mas tenho pressa. Agora ande...
FREDERICO sai. PUTA entra. Aponta pra ele e começa a falar
PUTA: Eu conheci ele outro dia mesmo. Era virgem, na primeira tudo muito rápido. Melhor para mim que recebi e ainda ganhei uma gorjeta gorda. Ele veio com um papo de paixão, e eu deixei levar. Faria tudo por aquela gorjeta. Até corresponder a uma paixão, que DEFINITIVAMENTE só existe na cabeça dele. Regra número um de nós putas: dificilmente nos apaixonamos em serviço. Dificilmente quer dizer Nunca. Nunquinha mesmo. Isso é coisa de filme, novela. Não sou uma linda mulher! Sou uma mulher eficiente...
SOCIALITE (MARIA): Eficiente... a puta que eu peguei na cama com meu marido. Foi uma cena trágica!
PUTA: E ela mal sabe que agora quem me sustenta é o filho. Morreria se soubesse.
(Frederico em pé falando com Marcelo que sentado atrás de uma mesa preenchendo papéis)
POLÍTICO (MARCELO): A sua mãe quer o quê?
FREDERICO: Um jantar com você, um ministro do superior e o juiz.
POLÍTICO (MARCELO): Não quer mais nada, não é? Quem a Maria acha que é? A Antonieta reencarnada?
FREDERICO: Recado dado, vou nessa. O que digo a ela?
POLÍTICO (MARCELO): Já vai? Você mal vem me visitar...
FREDERICO: Tenho um encontro agendado...
POLÍTICO (MARCELO): Isso está me cheirando a namoradinha nova no pedaço. Quem é? Quando vai me apresentá-la?
(a luz oscila entre uma cama no centro e duas pessoas em cantos opostos do palco ao telefone)
TELEFONE PAI- Frederico veio aqui agora...
PUTA – Vai, Fred, vai Fred...
TELEFONE MÃE: Se deu conta da importância do recado?
PUTA – Mais fundo Fred, mais fundo Fred... você é demais...
TELEFONE PAI: Sim, tentarei agendar ainda essa semana.
PUTA – Uau Fred, demaissss.....
TELEFONE MÃE: Tentarei não. Quero eficiência...
PUTA – Você é uma máquina, Fred.
TELEFONE PAI – As coisas não são tão simples assim.
PUTA – Isso, isso, vai, oh yessss...
TELEFONE MÃE – Ok, quanto custa? Coloque o preço.
FRED – Vou gozar, vou gozar....
TELEFONE PAI – Entendi a sua urgência.
PUTA - Foram duas horas. São trezentos reais, Fred.
(...)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A miserável?
Eu hein
Sem o mínimo senso de ridículo e em busca dos pontos de audiência que há muito tempo ela não tem, Ana Maria Braga apareceu no programa de hoje assim: fantasiada de Madonna. Sério, alguém precisa estudar com urgência o que se passa na cabeça das apresentadoras globais... A Madonna da Braga tá mais para uma mistura sado-maso de Susana Vieira com qualquer travesti do Arouche. E o pior é que depois ela quer pagar de mulher séria...Desnecessário, vai? Solta os cachorros, acoooorda menina!
*** Update (12h):
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Feliz dia do beijo!
(Hilda Furacão, Rede Globo, 1998)
Essa é, sem sombra de dúvidas, uma das cenas mais bonitas que já assisti em toda a minha vida. Daquelas que eu gostaria de ter escrito. E a trilha sonora?
sábado, 4 de abril de 2009
O Ibirapuera me deprime
O tempo passou, estou mais feliz que pinto na chuva, super bem resolvido, com um corpo bem melhor que o daquela época. Vai, você tem que concordar comigo que valia a tentativa...
Sábado de sol, fone nos ouvidos, uma seleção de músicas cuidadosamente preparada para manter o ritmo da minha corrida e um sorriso estampado no rosto. Antes que eu terminasse a primeira volta... As pessoas mais bonitas, bem sucedidas, badaladas e sem percentual de gordura de São Paulo resolveram passar por lá, o que fez com que meu leve pneuzinho infra-abdominal (modéstia... é um pneuZÃO) mandasse uma mensagem rápida e clara ao meu cérebro: coloca essa camiseta agora!
Todo mundo transpirando sucesso, vitalidade e beleza e eu lá sufocado por tanta informação visual. Nada contra o Brazilian Way of Life que eu vi emoldurado entre tantas árvores e lagos. É bacana, empolgante, excitante até... Mas me lembra a propaganda da Nextel, e eu fico querendo fazer parte desse clube também.
Valeu como reforço ao grande objetivo da minha vida: tenho que ser o mais bonito, trincado e bem-sucedido possível. Está na hora de transpirar sucesso.
As aventuras do menino invisível
Não gosta do cheiro que soltam os carros e caminhões: fica sufocado! Não gosta da hora da chamada, porque como já dissemos não gosta do próprio nome. É uma tortura todo dia ouvir os professores falando silabicamente AU-GUS-TO! Não gosta de sentir formigas passeando pelo corpo enquanto deita na grama do quintal de sua casa. Não gosta do sol forte, nem da chuva. Tampouco dos trovões e relâmpagos. Tem medo.
Tem duas coisas que Guto gosta muito. UM, os comerciais da tevê. Mamãe acha estranho, mas ele não. Outro dia levou duas palmadas fortes do papai só porque disse que queria fazer cocô, mas na casa do Pedrinho. Era almoço, na casa da vovó. DOIS, vegetais e legumes. Mamãe acha bem estranho, “Que criança gosta de vegetais?”. Guto gosta, principalmente de brócolis com xuxu. Isso faz ele lembrar de outro comercial que viu na TV. A única diferença é que nesse caso, Guto gosta, seu amiguinho invisível não. Mamãe tentava levar na boa essa história de Luquinhas. Achava apenas mais uma excentricidade do filho. Achava. Assim que escureceu naquele dia, a história começou a mudar. A amizade de Guto e Luquinhas também.
(...)

