Osama, infeliz, resolveu passar uns dias em uma boa cama, desfrutando de um bom cardápio e tomando banho em uma ducha quentinha... Dez anos era tempo DEMAIS para o seu deserto pessoal. Admirava Moisés por ter aguentado 40 anos! Os tempos eram outros, explicou para si próprio.
A verdade era que ele estava enjoado das noites em cavernas escuras... e pensar que um dia tinha sido diferente! Mas a sua fé justificava tudo e, portanto, não dava para voltar atrás. Tinha valido a pena. Era um vitorioso: O Google flagrava as mais inusitadas cenas mundo a fora, mas jamais fora - até então, é claro - preciso o sufiente para dar as coordenadas que a Casa Branca tanto queria.
E como quem desdenha da própria sorte ou como quem já cansou de tudo e não quer mais nada, resolveu que poderia ser normal...mesmo não sendo. E de uma hora para a outra, foi morto e jogado ao mar. Bem suspeito, eu, ele e até Deus duvidaria.
Onde está o corpo? Perguntaria Maria ao ver a pedra removida. Onde está o meu senhor? Questionarão milhares de extremistas religiosos que veem no terrorista, "apenas" um enviado de Alá. Agora, mais do que nunca e sem corpo à mostra, assistiremos ao nascimento de um semi-deus islâmico. Parabéns, Obama! Jogada "do" - e não "de" - mestre... daqueles do mal!
E antes que chegamos ao quarto dia e todos peçam que os EUA retirem a pedra e mostre ao mundo que, de fato, pode comemor a MORTE de Bin Laden, muito dessa lepra já se alastrou Oriente Médio a fora. Eu não preciso enxergar chagas e feridas, muito menos abrir o mar para ver o corpo de Osama. O defunto já fede e jaz há dez anos contaminando a vida de pessoas em todo mundo. O assassino do Realengo, por exemplo. Mereciamos sim, mesmo que não adiantasse nada, ter a certeza de que ele sofreu antes de morrer e ver, com a clareza de dois aviões se chocando em prédios, ele sendo esmigalhado.




