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sexta-feira, 9 de maio de 2008

ME, MYSELF AND I


Ta aí o link para download de "Tamia - me" - a música que eu canto (?) na seção "meus vídeos", bem ali ao lado !












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Último download que fiz e valeu a pena:
Blake Lewis - How Many Words (Dave Aude MixShow)
Alguém se lembra dele no American Idol?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Você conhece Miss S?

Aí vão algumas dicas:

- É cantora;
- Brasileira;
- Participou de um seriado na TV.


Até então aposto que a grande maioria chutou alguma das “Antônias”. Mas não é tão óbvio assim:

- Começou a carreira ainda criança;
- Sua virgindade era um tabu;
- Não vive sem um rímel;
- É a imagem imaculada de boa moça.


Ficou fácil acertar, mas difícil de acreditar que Sandy agora seja MISS S - seja lá o que represente essa mudança. Convidada especial de Humanized – álbum de estréia da dupla formada pelo DJ Julio Torres (D-Edge/SP) e pelo violinista Amon Lima – Sandy não apenas interpreta como também é a autora da faixa electroprog Scandal.

Miss S, Scandal... Em trechos como “You don't need/ You don't have to/ You must not regret/ Mess it up / Mess it all up /Do what you feel like/Feel the lust of the last/lost song” Sandy mostra a que veio e parece decidida a apagar de vez a fama de boa menina. E olha que a música não é das piores. Será que ela vai começar a adotar um comportamento Britney-Winehouse para tentar voltar à mídia?

O Flickr bacanão da Lorena!

Uma das grandes evoluções pessoais que tenho acompanhado nos últimos tempos responde por Lorena Brandão Soares. Atentem para esse nome. E não só porque ela é minha amiga – mesmo porque isso é um detalhe insignificante neste post – mas pela história artística que aos poucos ela vem galgando.

Todas as fotos que ilustram este post pertencem a ela e foram copiadas sem permissão do seu álbum no Flickr que pode ser acessado aqui. Emoções, flagras e exposições intimistas, por vezes até sem sentido, mas que tornam-se compreensíveis dentro do contexto de auto-aprendizado e conhecimento pelo qual ela vem passando.

Lorena nunca fez aula de fotografia, não estudou artes plásticas e utiliza apenas uma câmera amadora de baixa resolução. Como todo bom artista é sensível e temperamental e transmite tudo isso de forma crua e fascinante, sem a preocupação de acertar. Erra por não seguir uma linha clara deixando suas fotos perdidas, sem profundidade e história. Apenas flashes sem início, meio ou fim. Mas ainda é muito cedo para definir e criticar o seu trabalho, claramente em busca de uma identidade.

Com idéias sempre à frente nunca foi de muitos amigos. Poucos a compreendiam. Tentou se encontrar nas faculdades de publicidade e farmácia, naturalmente sem sucesso. Num ataque de loucura riscou sua perna com uma tesoura. Criou uma tatuagem incrível e perturbadora para cobri-la. Apareceu inúmeras vezes em minha frente vestindo roupas das mais estranhas e inusitadas – todas criadas por ela. Uma calça velha se transformava em uma saia de cortes únicos. Chocou, chamou atenção, teve de ouvir comentários maliciosos, depreciativos, olhares invejosos. Uma temporada em BH cursando moda e por fim a etapa que tanto precisava: Holanda, isolamento de suas origens, solidão, exposição máxima a valores culturais por vezes conflituosos e controversos.

Choque, introspecção e criação resumem o momento atual de Lorena e seu jeito quase único de unir com um sentimento – ora gótico ora romântico – moda e artes plásticas. É apenas um começo cheio de erros e acertos, de exageros e pura inocência. Liberdade à artista.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O pecado de Leila

“Leila Lopes é a mais nova atriz a entrar para o cinema pornô”(Ego-22/04). Okay, a notícia está velha e há muito tempo se especulava sobre negociações entre a eterna professora Lu e a produtora “Brasileirinhas”.

O que me interessa comentar aqui é a entrevista “exclusiva” que Leila concedeu à equipe do TV Fama – provavelmente o único programa da televisão brasileira que se interessaria pela pauta.

Primeiro pela habitual justificativa de que o filme será sem precedentes, com produção de época e tudo mais. Em “Pecados & Tentações” Leila será uma moça que se apaixona pelo primo seminarista. Super inusitado, criativo, novo!

Mas o que mais incomoda é que, ao contrário do que diz ou pensa, ela não é mais a mesma Leila: seu rosto tem tanto botox e seus músculos faciais estão tão rijos, que a impressão que se tem é que falar se tornou um verdadeiro sacríficio para a moça. Com uma dicção totalmente comprometida, Leila precisa entender que não basta ter DRT para ser uma boa atriz e que falar bem é uma premissa da boa atuação (a não ser que o seu próximo papel na tv seja o de uma muda).

Que ela não se iluda com um contrato milionário da indústria erótica ou com uma produção sem precedentes com avó, irmã e pai em um cenário de época: pornô é pornô e enredo, falas e interpretação são meros detalhes. Que atire a primeira pedra quem já assistiu a um filme de sacanagem do inicio ao fim em uma única vez.



domingo, 4 de maio de 2008

A cobrinha da Nokia

Lembra do jogo da cobrinha ("Snake")? Pois é:


Disseram-me que era criativo, inusitado e bem feito. Eu como mato a cobra e mostro o pau, discordo completamente. Mais uma bobagem de gente à toa.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Aonde está o bom senso?

Se a atitude do padre balonista foi burra, imprudente, impensada, o que dizer da atitude de certos “humoristas” que resolveram tripudiar em cima de um acidente tão grave? E o pior de tudo é que MUITA gente achou graça. As máscaras de “nação bondosa, que se choca e sensibiliza facilmente” caíram com o padre em alto mar, ou do quinto andar do Edifício London.

Porque no Brasil é assim: jogar uma menina pela janela é tragédia, comoção nacional. Padre Adelir de Carli ser atingido por uma rajada de vento, não saber utilizar o GPS e continuar desaparecido, motivo de piada, sarro geral. Não estou menosprezando a barbárie do assassinato de Isabella. Óbvio que não. Nem estou comparando os casos. Só acho que bancar o emotivo para minutos depois brincar com a morte de alguém é perverso demais.

Que me desculpem os redatores do Pânico ou do site Kibeloco. E todas as pessoas que tornaram a montagem do padre um dos grandes fenômenos virais da rede nas últimas semanas. Não há razão que justifique tamanha imbecilidade. Não tem desculpa. E comparar o acidente do padre com o quadro em que Sabrina se pendurou em balões em trajes íntimos, ou rir de uma suposta chamada de GPS não é humor, e sim estupidez sem sentido. Diria até mais: é pecado!

Decidiram que zombar da desgraça dos outros em troca de audiência e popularidade é irreverência, humor-negro. O padre caiu, sofreu. Não foi amortecido por nenhuma palmeira de 60 cm. Familiares e amigos estão sofrendo, angustiados com o corpo que não é encontrado. O povo, “swing sangue bom”, continua rindo.

***Fotos do "humor" do kibeloco.com.br

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O show de Isabella

Antes de tudo um fato: é óbvio que o crime em si choca. Todas as suposições são tão perversas que a única coisa que cabe perguntar é: O que mais podemos esperar do ser humano? Dito isso tenho que - com todas as letras e em caixa alta, negrito e itálico - afirmar que: NÃO AGUENTO MAIS O CASO ISABELLA.

A espetacularização da notícia e o verdadeiro show que a mídia tem feito em cima do caso acendem o sinal de alerta para a falta de responsabilidade e comprometimento com a ética e princípios básicos do bom jornalismo.

Repórteres mal preparados e suas “notícias exclusivas”. Em bom jargão jornalístico, barriga, MENTIRA! Não vi nessas últimas semanas nada além de puro disse-me-disse e fofoquinha de bairro. Boatos viram fatos numa velocidade incrível. Tudo é bombardeado para nós telespectadores, full time, sem pedir licença, e em menos de 1 minuto os acusados viram vítimas e vice-versa.

Se foi o pai, a madrasta, o pedreiro, o porteiro ou quem quer que seja, é bom que se transmita ao grande público apenas os fatos já apurados, porque usar boatos apenas para gerar “exclusividades” é de uma canastrice e falta de responsabilidade imensuráveis.

E como todos os dias , sempre ali pelo horário da três ou seis, nossa tv insista em mais do mesmo, me espanta a repercussão desta história. O crime é bárbaro, mas nada inédito. O picadeiro formado já foi exaustivamente explorado em outras ocasiões. O lugar comum é tamanho que, vejam só, a mãe da pequena garotinha quer abrir uma ONG para lutar contra a violência infantil. Que idéia original! Não esperava mais dela do que lágrimas honestas, sofrimento verdadeiro. Com todo respeito senhora Ana Carolina Cunha, seja estado de choque ou conformismo, de inédito nessa história só mesmo a sua (falta de) reação.

Aguardem cenas do próximo capítulo. No jornal de amanhã, Isabella será apenas mais um nome de ONG. O espetáculo diário da notícia, nosso querido amado e mais do que odiado showrnalismo (não é, José Arbex Jr?), precisa de novos personagens, que insuflem a novela diária do bem contra o mal.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Permitir-se!

Era um dia triste, daqueles que você torce para passar logo e virar apenas uma memória. Coloquei o fone nos meus ouvidos, liguei a música do momento, tentei me animar. Sabia que não ia ser tão fácil assim.

Um amigo das antigas puxou assunto. Conversamos, rimos e justo dele veio a resposta que eu tanto precisava:

- Douglas, você precisa se permitir!

E a partir daquele momento tratei de mudar o curso dos fatos. O que eu sou, o que pensam de mim e aquilo que eu poderia (ou deveria) ser se resumiriam em uma única filosofia de vida: ser feliz, sempre!

Este é o mundo maravilhosamente criado por mim. Douglas Freitas, muito prazer! ;)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eu amo o youtube!

Um amigo me disse certa vez que eu devia fazer parte da comunidade “Eu amo o youtube”, e apesar do fato de que “eu odeio comunidades que amem ou odeiem qualquer coisa”, tive que dar o braço a torcer e concordar: o site de compartilhar vídeos é tão importante na minha vida cibernética quanto o Google para universitários preguiçosos.
Delivery hoje, dois bons vídeos que andam circulando pela rede.

Filme da Campanha “Dove Invisible Dry” :
A marca de sabonetes/desodorantes/xampus/hidratantes é sempre inovadora e criativa em suas campanhas.




Improv Everywhere :
Intervenção artística em uma estação de metrô.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Monte Castelo

Marcelo é membro ativo de uma igreja, mas guarda um segredo: é gay, casado e feliz. Foi levado muitas vezes a pensar que sua vida era suja, feia e manchada pelo pecado. Mas afastou esses pensamentos, porque há dois anos encontrara em Felipe a felicidade que durante muito tempo procurou e que, nem o discurso dos pastores, nem as orações de libertação, conseguiram lhe proporcionar. Era feliz e isso bastava. Sua fé não dependia de discursos, mas continuava na igreja e fingia de surdo quando o assunto não lhe convinha.

O casal Marcelo e Felipe é fictício. A postura da Igreja, católica ou evangélica, não. Ela critica, recrimina, condena e promete a salvação em Cristo. “Que salvação?”, questionaria Marcelo. “Existe salvação para o amor?”.

Casos de padres pedófilos, de pastores promíscuos, de infidelidades entre casais de beatos se proliferam dentro das paredes sagradas dos templos, revelando algo de muito incoerente e hipócrita entre o discurso pregado e a atitude dos fiéis. O que eles entendem por amor? “Amai-vos uns aos outros”, o primeiro ensinamento de Deus. Homem com homem, mulher com mulher, com amor qual o problema? Quantos casais homossexuais ainda serão “queimados” em praça pública, vítimas de uma sociedade incompreensivelmente preconceituosa?

Cristãos utilizam a condenação dos sodomitas em gênesis, as passagens em Levíticos e a criação humana destinadas à reprodução como base de sua crença. Bem longe do fanatismo, historiadores e teólogos há algum tempo oferecem outras visões das escrituras, e são enfáticos ao afirmar que nem tudo deve ser levado ao pé da letra. E mesmo que fosse levado, é só folhear um pouco mais o livro para descobrir em Ezequiel 16:49-50 que o descontentamento divino com Sodoma, não era em relação às praticas homossexuais, e sim à soberba, orgulho e promiscuidade de ações, tais como abuso sexual e estupro.

Respeito se impõe e basta que uma pessoa seja um pouco esclarecida para encerrar com vitória este embate religioso. O mesmo livro que condena a relação gay, condena também quem ingere carne de porco ou mal passada, e é enfático ao punir à morte os adúlteros. Enquanto não acham a cura libertadora ou descubram as possíveis causas genéticas é bom que se entenda que entre o céu e a homossexualidade existem mais coisas do que nossa vã filosofia conhece. Fé em Deus, pé na tábua.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Por vocês eu faria isso mil vezes!

Sei que este é um post ilegal. Whatever! Por vocês eu faria isso mil vezes. É claro que estou parafraseando “O Caçador de Pipas” que é de longe um dos melhores livros/filmes e livros que viraram filmes que já li/assisti.

A verdade é que me emocionei novamente. Experimentei na última quarta no cinema, a mesma sensação que tive quando li compulsivamente há uns dois ou três anos atrás. Tentei engolir o choro, me fazer de forte. Não deu. "Bravo!", único, tocante.

Por tudo o que eu acho que a mensagem do filme trás, resolvi colar o link para download aqui no blog. Quem tem a chance de ir a um cinema não deve nem perder tempo baixando, por razões óbvias. Tenho um discurso que não defende, mas que também não critica a pirataria. Se por um lado é justo que quem investiu, receba por isso, por outro o dinheiro que os grandes estúdios perdem, vai para as mãos de milhares de famíias que dependem desse ato informal. Isso sem falar na democratização cultural que é promovida. Mas essa não é uma discussão para este momento. É hora de falar de lealdade e amor, de arrependimento e perdão. Emocionem-se!

DOWNLOAD "O CAÇADOR DE PIPAS - O FILME"
(Retirado da Comunidade “O caçador de Pipas- O filme”)

Para assistir o filme é necessário instalar o codec "K LITE". BAIXE AQUI

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Qual o nome do santo?

Ele reabriu o livro e cuidou de ler lentamente as últimas palavras. Não acreditava que depois daqueles dois dias mergulhados em intensos suspenses e aventuras, sua vida voltaria à rotina enfadonha de quem não agüenta mais as próprias férias. Sabia que lembraria desses momentos ociosos em um futuro próximo, mas agora estava cansado, exausto de tanto descanso e sossego.

Transferência completa. Arrancou o cabo USB, apertou bem os cadarços, desceu as escadas e fingiu quatro ou cinco tipos de alongamentos diferentes. Começou a correr, exatamente o mesmo trajeto que fazia quando tinha 16 anos. Sentia-se mais preparado, mais fortalecido. No máximo volume, o tocador repetia as três músicas de sempre: no one, me e just fine. Já arriscava cantar alguns trechos do refrão.

Vinte e sete minutos e poucos, muito poucos segundos. O que faria agora? Olhou para o jardim enquanto bebia o terceiro copo de água. Lembrou dos planos que fizera com a sua mãe logo que as férias haviam começado: arrumariam o jardim! Não passou de promessas, mas não se culpou. Jardineiros aos montes se proliferavam pela cidade. Precisavam de uma ocupação.

Deitado sobre o mármore frio fechou os olhos. Tentou se imaginar daqui a uns anos, mas não conseguiu se ver nem nas próximas semanas. A luta de sempre, por uma ocupação. Se pelo menos gostasse de dentes, se tivesse algum gosto por revendas... Se pelo menos gostasse de viver no interior, mas a verdade é que tudo ali o incomodava: aquele calor infernal, aquela falta de um vento sequer, aquelas pessoas, aquela academia. “Não, não pertenço a este lugar”.

Ligou a televisão. Marquês de Sapucaí, “Beija-Flor de Ninópolis, Déiiiiissss”. De novo? E as acusações da Polícia Federal? Nova manipulação dos resultados? Incrível como naquele país qualquer investigação séria, que envolvesse muito dinheiro, não dava em nada. Olhou bem para o aparelho e não acreditou no que via. Aproximou-se para conferir e lá estava a foto. Bruno Chateaubriand, aquela mistura de Xuxa, Gugu e Vera Loyola, jurado do carnaval carioca. Lembrou da recente entrevista que o socialite (e empresário, repórter e agora JURADO) concedeu às páginas amarelas de Veja. Ostentação, delírio, e até certa demagogia. “Ser gay não é opção”, o título da matéria, “ser chato e aparecido sim”. A partir daquele momento ele seria mais seletivo com o que vê e lê.

As fofocas percorriam um caminho interessante, quase sempre passando pelos ouvidos e boca de um tio e uma tia, marido e mulher, uma prima e sua avó. Não os culpava embora não compreendesse tamanho interesse pela vida alheia. Provincianismo na família rococó mineira. Lembrou assim de mais uma razão para afastar todas as possibilidades de voltar a morar ali.

“Está na hora de parar de bancar aqueles dois e deixar que eles sofram para aprender”. Esse foi mais um dos comentários maliciosos do casal futriqueiro (sempre na companhia de sua amada naja-filha), que percorreram caminhos até chegar nele, que deu de ombros. Apenas lembrou de um primo já pai de família, filho do mesmo casal, que ainda carecia da ajuda deles. Ah! Isso sem falar no outro filho que o mesmo primo teve antes de casar. Até onde se sabia era o avô linguarudo o responsável por sua pensão. Já imaginou? E mesmo que não quisesse, seu pensamento era implacável e novamente mostrou-lhe mais um fato irrefutável, uma declaração da própria prima tagarela, abre aspas Desde que meu pai veio morar perto de minha casa não soube mais o que é comprar um quilo de arroz fecha aspas. Lembrou de sua avó que dizia “Pimenta nos olhos do outro é refresco”. E experimentou ali a mesma sensação que movia a língua dos outros, mas ao contrário daqueles, manteve-se quieto.

Amava tudo ali. Os espaços dos cômodos, a organização e a decoração de cada um dos quartos, salas, a beleza dos jardins. Mas amava mais ainda sua mãe e sabia que ela sofreria ao vê-lo partir. Odiava ter de deixá-la em companhia de pessoas tão detestáveis. Mas a sorte é que não se podia dizer isso de todos. Tinha os avós, tios e tias amáveis é verdade. Outros primos também. Não se pode julgar uma família por uma pequena parte podre. Mas ele sabia o quanto o comentário daquela minoria abalava sua mãe. E faria de tudo para defendê-la. Só não voltaria para o interior, mas na primeira oportunidade – que ninguém duvidasse disso – a levaria para São Paulo, a cidade onde ele podia ser apenas mais um na multidão. Ela adoraria tudo aquilo também.