Inspirado no post "
Quando eu for mãe, eu nunca...", do blog
Chá entre amigas, segue um breve relato da minha futura paternidade... Falando nisso, alguém se habilita a... bom, deixa pra lá!
Quando eu for pai não tenho a pretensão de ser diferente de qualquer um outro, mas quero que meu filho tenha orgulho em dizer para os amiguinhos da escola que tem "
o melhor pai do mundo". Vou sentir um pouco de ciúmes do amor materno. Pai é pai, mãe é mãe... Preciso começar a aceitar isso! Na hora da bronca, a ameaça sempre cairá sobre os meus ombros "
Vou contar para o seu pai!". Mas quer saber? Não importa, desde que eu não seja apenas um sinônimo de respeito custeado através do medo. Quero ser lembrado nas horas mais divertidas e, de repente, me ver "
obrigado" a ir jogar uma pelada no parque, mesmo tendo dito toda a minha vida o quanto odeio futebol.
Não esconderei as minhas lágrimas de orgulho e tristeza do meu filho. Ele entenderá a diferença de cada uma delas e mais: não crescerá com a idéia boba de que garotos não choram. Darei umas palmadas nos poucos momentos necessários, mas encherei de beijos, abraços e elogios em todas as outras oportunidades. Acredito no amor e ele também acreditará. Gostaria de assumir o poder de Deus e ser onipresente, onisciente e onipotente na vida dele. Mas sei que isso é uma bobagem... haverá o momento da carência e da dependência, mas terei de aceitar a hora do seu vôo solo. Respeitarei isso, pelo menos prometo tentar.
Por fim, aconselharei e aprenderei em todos os anos que passarmos juntos, e torcerei para que a vida seja justa e eu morra sem que precise vê-lo indo primeiro que eu. Imagino que a perda de um filho seja um milhão de vezes pior do que a dor do parto - reconhecidamente a mais dolorosa das dores que sente um ser humano.